Procedimentos e Princípios Práticos Essenciais

Kadoshi Cursos.
Lattes autor: Curriculo Lattes

O que é RCP?

Resumo

A ressuscitação cardiopulmonar (RCP) é um conjunto de procedimentos de emergência que visam salvar vidas em situações de emergência e realizadas nos casos de paradas cardiorrespiratórias. Estes procedimentos incluem: reconhecimento imediato da parada cardíaca e solicitação dos serviços de emergências (SAMU-192 e ou o corpo de Bombeiros-193), RCP imediata com ênfase nas compressões torácicas, desfibrilação rápida, suporte avançado de vida eficaz e atendimento pós-parada cardíaca. Baseados nos protocolos propostos pela American Heart Association (AHA), a RCP têm como diretrizes os passos A-B-C que designam respectivamente a sequencia dos procedimentos de A-Abertura de Vias Aéreas, B-Boa Ventilação e C-Compressão torácica. Sequencia esta que em 2010 foi alterada para C-A-B (C-Compressão torácica, A-Abertura de Vias Aéreas e B-Boa Ventilação), ou seja, alterando a sequencia dos procedimentos inicialmente propostos. Esta alteração, ainda, buscou evidenciar que as compressões enfatizando que tal procedimento deve ser diferenciado entre os socorristas treinados e não treinados. Estas alterações se baseiam nas evidências que demostraram que compressões adequadas (taxa e profundidade), permitem a completa retração torácica, minimiza as interrupções nas compressões torácicas e evitando a ventilação excessiva e consequente alcalose respiratória. Assim, o restabelecimento a um estado homeostático para o paciente é o objetivo final da RCP. Para tanto, o atendimento deve ser integrado e multidisciplinar, de forma a proporcionar aos pacientes um pós-atendimento de qualidade.

Palavras-chave: Cardiopulmonar, Ressuscitação, Sobrevivência, Massagem

INTRODUÇÃO

Durante o curso de um socorro de emergência os pacientes sofreram uma parada cardíaca. Necessitando, assim, que se realizem procedimentos potencialmente capazes para uma reanimação cardiopulmonar (RCP) por serviços médicos de emergência ou pessoas leigas que prestarem os primeiros atendimentos in loco. No entanto, diferentes estudos demonstram que essa tentativa de restaurar a vida do paciente, na maioria das vezes, não é bem-sucedida[1-6]. Complicações como o tempo prolongado de ausência do oxigênio (anoxia), a não restauração espontânea da circulação, os danos ao Sistema Nervoso Central (morte neuronal) entre outras complicações "conspiram" para limitar a sobrevida. Por outro lado, condutas de socorro bem estabelecidas cooperam na diminuição do número de óbitos e gravidades nos quadros de sequelas, além de permitir uma melhor recuperação e, consequente superação dessas complicações. Assim, na tentativa do estabelecimento de condutas de maior grau de assertividade em 1962 a Associação Americana do Coração (AHA) estabeleceu as "Diretrizes para Reanimação Cardiorrespiratória e Cuidados Cardiovasculares de Emergência". Desde então essas diretrizes têm reunido um conjunto de procedimentos de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) que busca constantemente sua evolução com o uso de práticas embasadas na rejeição de técnicas inadequadas em reexames dinâmicos de procedimentos já adotados. Todos esses procedimentos visam exclusivamente ampliar os resultados de sucesso clínico da RCP. Aqui, neste artigo de revisão, relatamos as observações mais atuais, invenções e ensaios clínicos, no contexto da RCP, de maneira a tentar elucidar as razões pelas quais algumas das modificações nas diretrizes de reanimação publicadas mais recentemente foram necessárias e fomentar discussões futuras.

A "NOVA" ORDEM NA RCP BÁSICA

A cada cinco anos as diretrizes da RCP são revistas. Até 2005 as diretrizes recomendavam para os procedimentos básicos uma ordem de conduta para o ressuscitamento ABC, ou seja, (A-Airway) Vias Aéreas, (B-Breathing) Boa ventilação e (C-Circulation) Compressão torácica. No entanto, nesse mesmo ano, o European Resuscitation Council (ERS), órgão responsável por regulamentar as diretrizes da RCP na Europa, recomendou o início das compressões torácicas antes da ventilação, alterando a sequencia de ABC para CAB [7, 8,]. A principal justificativa para a mudança na sequencia dos procedimentos foi a de enfatizar a circulação de maneira a diminuir os danos subsequentes a um processo isquêmico e pelo entendimento de que qualquer atraso no fluxo sanguíneo reduz a sobrevivência [7, 8, 11]. Além disso, procedimentos para a ventilação podem ser realizados paralelamente à massagem cardíaca. Apenas em 2010, o a Associação Americana do Coração (AHA) adotou esse mesmo procedimento padronizando-o com o da ERS. De modo geral, na sequência ABC anteriormente utilizada, a preocupação estava voltada para a abertura das vias aéreas o que terminava por atrasar o início das compressões torácicas e, consequentemente ampliando o tempo de falta da circulação sanguínea. A alteração da sequência para CAB, oportuniza que compressões torácicas sejam iniciadas mais cedo e atrasa minimamente o início da ventilação uma vez que a conclusão do primeiro ciclo de compressões torácicas, ou seja, 30 compressões devem ser realizadas em 18 segundos, aproximadamente. No entanto, o procedimento A-B-C é, ainda, recomendado para crianças e nos casos em que casos a parada cardiaca se deu por asfixia, overdose ou pelo quase afogamento nos adultos.

OS IMPACTOS POSITIVOS DA MUDANÇA NA SEQUENCIA DA RCP (DE ABC PARA CAB)

Dados epidemiológicos demonstram que entre os pacientes com parada cardíaca provocados por arritmias por fibrilação ventricular (caracterizada por ondas bizarras, caóticas, de amplitude e frequência variáveis, podendo ser precedida de taquicardia ventricular ou torsade de pointes, que degeneraram em fibrilação ventricular e que clinicamente, corresponde à parada cardiorrespiratória) a alteração na sequencia dos procedimentos de RCP melhorou os índices de sobrevida [12,13]. Ainda segundo esses mesmos autores, a sobrevida em um ano aumentou significativamente após a revisão das diretrizes.

DIRETRIZ (A) AIRWAY VIAS AÉREAS

O procedimento da Via aérea (A-AIRWAY) na reanimação da parada cardiorrespiratória objetiva manter ou criar as condições para que hajam oxigenação e ventilação adequadas para os pulmões. Esse procedimento pode ser realizado in loco por meio de ventilação boca a boca ou por meio de mecanismos de barreira para aplicar as ventilações, como o lenço facial com válvula antirrefluxo, máscara de bolso ("pocket-mas k") ou bolsa-válvula-máscara. Sempre que possível, a utilização de ventilação boca a boca deve ser evitada, pois, mesmo que mínima, há possibilidade da ocorrência de contaminações cruzadas [14, 15]. Por outro lado, outros procedimentos também podem ser adotados como a intubação endotraqueal ou colocação de via aérea supraglótica. No entanto, independentemente do procedimento adotado para a abertura de via aérea, há sempre a possiblidade que durante a manobra para aplicação da técnica, especificamente durante a inclinação da cabeça e elevação do queixo necessárias ao procedimento, possam ser agravadas possíveis fraturas [16]. Além disso, uma vez mal realizada, em especial o excesso da relação intervalo-duração, pode ocorrer uma hiperventilação aumentando a pressão intratorácica e diminuição da pré-carga (se refere à quantidade de volume sanguíneo no ventrículo no final da diástole), com consequentes diminuições do débito cardíaco e sobrevida do paciente. [14, 15] e não protege os pulmões da aspiração do conteúdo gástrico. Assim, de forma a evitar tais complicações, convencionou-se uma proporção 30:2, ou seja, 2 ventilações para cada 30 compressões com intervalos de apenas 1s entre elas mas, insuflando ar suficiente para promover a elevação torácica [17] de forma a manter oxigenação em pacientes sem respiração [18]. Embora tenha sido alterada sua sequencia nos procedimentos de ressuscitamento cardiorrespiratório (RCP), a ventilação segue como item de extrema relevância, pois dados epidemiológicos demonstram que muitos pacientes pós-RCP entram em óbito por disfunção miocárdica e sem número de sobreviventes cursam com danos importantes no Sistema Nervoso central (SNC). De modo que permanecem importantes, nos momentos iniciais do pós-RCP, além das preocupações com ventilação e oxigenação adequadas, são também importantes controle da pressão arterial, temperatura e decisão sobre necessidade de reperfusão miocárdica de emergência [19].

DIRETRIZ (B) BREATHING RESPIRAÇÃO

A respiração, diretriz (B) BREATHING da RCP, é a prática de insuflar oxigênio nos pulmões da vítima quando da sua incapacidade autônoma para executa-la. Essa prática pode ser realizada por meio da técnica da respiração boca a boca diretamente no paciente ou por meio de máscaras respiratórias antirrefluxo, bombas respiratórias ou respiradores Artificiais. Embasada em muitos estudos experimentais e dados epidemiológicos as mais recentes diretrizes básicas da RCP da American Heart Association (AHA) indicam para as manobras de respiração no resgaste um procedimento de menor relevância durante a execução na RCP. A principal razão é que quando comparada com a circulação, principal carreador de oxigênio para os órgãos, os acidentes anóxicos são reduzidos mesmo sem sua execução. Além disso, a respiração de resgate pode não ser necessária no curso de breves períodos de ressuscitação cardiopulmonar (RCP) por fibrilação ventricular. Sendo, no entanto, segundo evidências epidemiológicas, importante nas paradas cardíacas por asfixia, overdose de drogas, colapso devido a problemas respiratórios e vítimas de parada cardíaca prolongada, além de crianças inconscientes, por tratar-se de paradas cardíacas resultantes de problemas respiratórios [20].

DIRETRIZ (C) CIRCULATION CIRCULAÇÃO

Durante os procedimentos de RCP, segundo dados estatísticos da American Heart Association (AHA), a manobra de compressão torácica adotada de forma exclusiva ou em conjunto com as manobras de respiração de resgate são significativamente iguais, ou seja, segundo a AHA a manobra de respiração não altera o prognóstico do paciente. No entanto, os procedimentos de manobras de respiração de resgaste, são ainda, adotados pelos serviços de emergências. Por outro lado, estudos demonstraram que durante a compressão torácica os erros mais comumente cometidos como são a taxa de compressão e profundidade inadequadas comprometem os melhores índices de sucesso nos RCPs. Ainda, segundo esses estudos, um dos possíveis fatores para esse insucesso seria a taxa excessiva de compressão torácica que comprometeria a taxa de Retorno da Circulação Espontânea (RCE). De outro modo, o limite superior de profundidade na compressão esta associado ao aumento de lesões e, consequentemente um risco aumentado de dano à vida do socorrido. Desse modo, em 2015, em uma atualização em suas recomendações, a AHA estabeleceu limites máximos da taxa de compressão. Assim, nesta atualização o enfoque foi dado a orientação para realização de compressões torácicas com frequência e profundidade adequadas, permitindo retorno total do tórax e com interrupção mínima nas compressões. Estas compressões deverão ser imediatas em pacientes com parada cardíaca com movimentos rítmicos e fortes, tendo a metade inferior do esterno como local-[21, 22, 23], aplicadas com uma frequência de no mínimo cem por minuto e uma profundidade de no mínimo 5 cm tendo o retorno torácico completo após cada compressão, de forma a permitir que coração se encha completamente antes da próxima compressão. Para que esse ritmo seja obtido o revezamento do socorrista é necessário, pois a exaustão é um fator presente. Esta exaustão contribui para alteração no ritmo da taxa de compressão torácica e, consequentemente é um fator para o insucesso do RCP. Essa troca deve ocorrer durante qualquer intervenção associada à interrupção apropriada na compressão torácica.

CONCLUSÕES

Diante desse cenário o domínio sobre a situação em que ações bem planejadas e o absoluto autocontrole podem significar o sucesso ou o insucesso nas manobras do RCP. Assim, o RCP deve constar como matéria obrigatória nos mais diferentes níveis do ensino, abrangendo inicialmente pessoas leigas com uma proposta pedagógica simplificada. Ampliando ao máximo o percentual de pessoas preparadas e dispostas a administrar os procedimentos de ressuscitamento cardiorrespiratório em casos de emergência. Em principio, face ao exposto e já comprovadamente aceito pelos diferentes órgãos responsáveis por administrar, propor mudança e regulamentar as diretrizes do RCP que aos socorristas leigos sejam requeridos apenas compressões torácicas e não respiração boca a boca, de modo a ampliar as condições de sucesso no ressuscitamento. Uma vez que, durante a parada cardíaca, dados estatísticos demonstram que apenas a compressão torácica executada com a frequência e a profundidade adequadas, amplia o sucesso no RCP.

Apoio

Kadoshi Cursos.

Conflitos de interesse

O autor relata não ter conflitos de interesse.

Financiamento

Kadoshi Cursos.

REFERÊNCIAS

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